quinta-feira, 5 de junho de 2008

"Filosoferos" da meia-noite


Antes de dormir, uma coisa que as pessoas fazem, pelo menos algumas, é pensar na vida. Nesse momento até aqueles que foram impiedosamente taxados de burros por suas notas na escola, deixam de lado a ignorância, que sempre os acompanhou como sombra, e se transformam em verdadeiros “filosoferos” da meia-noite.

É um momento deveras impressionante. Recordamos de cenas de filmes, relembramos de oportunidades perdidas, de atos feitos num momento de fúria, ficamos felizes, lamentamos, choramos, sorrimos, fazemos planos, os tímidos se tornam corajosos e os corajosos tímidos, definitivamente, qualquer um que enxergue sobre esse ponto de vista notaria que se trata tanto de uma elevação intelectual quanto espiritual.

No entanto, assim como na estória da Cinderella, o descrito momento letárgico, misturado com emoções nostálgicas e tantas outras que muito bem se enquadrariam no contexto, é temporário. Com a chegada dos primeiros raios de sol, bonitos se tornam feios, corajosos viram medrosos; ou seja, assim como o amanhecer é certo, tudo volta ao seu estado natural. Mas é inegável que parte da experiência é incorporada ao ser da pessoa, só que não de forma gritante.

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